sábado, 12 de junho de 2010

Perdido, jogado ao mar.


"E quando as lágrimas à boca alcança
Sinto o vento frio passar
E junto dele vem as páginas
Do livro que deixei levar

Releio tudo que em mim resvala
Mais nada abala
O coração em pranto
Colocado no bidê ao canto

E deixe-o ali
Quieto a descansar
Sem pensar nem refletir
Sobre as dores que causará

Tão erradas atitudes
Ele é capaz de tomar
Só devido ao medo
De não querer se fechar

Deitado, aberto a esperar
A mais pura alma o alcançar
Capaz de fazê-lo esquecer o amor
Perdido, jogado ao mar

E quando tudo terminar
E as cores ali chegar
Pegue logo o guarda-chuva
E corra sozinho a cantar
Na chuva, a canção daquele amor
Perdido, jogado ao mar."


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