quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Não compete à mim dizer-me tal como sou
Porém posso dizer-te algo que gosto
Que afague-me as orelhas! As mordam, com calma
Que me acariciem a nuca e percorram minha costela com a ponta dos dedos
Que me olhe na boca e nos olhos, porém fugindo de pouco em pouco
Gosto de sentir teu corpo com meus pés descalços
De dormir do lado avesso da cama
E não me parece bizarro
Queria poder latir pra falar todos os idiomas
E me fazer entender
Saberias tu moldar-me em outra pessoa?
Incomum
Nos dias que estou,
Descobri
Tenho um quê para o fracasso
A minha meia metade eu
Entra em colapso
Com a minha metade eu mundo
A metade eu mundo quer deixar-me viver
Sem amarras
A metade eu sente medo
Quer se sentir completa de um tudo simples
De um todo único
Seria pedir demais que me resolvas?
Quero poder vislumbrar o sol batendo na minha pequena árvore
Pra que eu acorde,
Querendo abrir os olhos...
Hoje eu vou dormir sem sono.

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