Hm, acho que hoje eu acordei de bem com a vida. Com aquela vontade de postar algo no blog, de fazer tudo o que eu quero fazer, de começar a correr, de ajudar os meus amigos, de fazer novos amigos, de recuperar laços perdidos, de falar besteiras, de cair na gargalhada, e gritar bem alto pro menino gato, de sentar do lado do menino gato e ficar la simplesmente calada e rindo da minha estupidez, e de perceber o quanto é bom dar valor a vida. Não que eu tenha feito tudo isso hoje, em um mísero dia com 24 horas; eu não consegui fazer nem metade de todas as minhas vontades, mas ai eu consegui perceber que eu tenho um dia atrás do outro, para inventar minhas loucuras, para fazer meu próprio jogo e não olhar para trás e me arrepender dos meus erros. Erros e críticas servem para nos mostrar que devemos melhorar, e mudar, porque mudar rapidamente não vale a pena. Uma das coisas que aconteceram espontâneamente hoje foi parar para pensar em tudo isso, para ler outros blogs e visse como a busca pela felicidade é constante. Como dizia Mario Quintana (não sei se ele morreu, ou ainda esta vivo, mas enfim ._.): "A princípio bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos. Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar a luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Ter um parceiro constante pode ou não, ser sinônimo de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio. Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade. Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá de dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade." E acredito que viver um dia atrás do outro é a maior, melhor e mais sensata aventura em busca da felicidade. E que sejamos loucos por amor e vida todos os dias que passam, fazendo cada um deles ser único e singular.
"Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade."
( Carlos Drummond de Andrade )
E assim termina meu post de hoje. :)
Amanda Steil.
Sinceramente, fico muito feliz em saber que você está se sentindo bem (:
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