Estava eu ontem em um casamento, casamentos em geral me davam uma ânsia de vômito tremenda, um sono bem grande e uma vontade enorme de sair daquele recinto e pegar um ar e silêncio, mas ontem, a, ontem foi diferente. O padre por mais incrível que pareça falava coisas com sentido, e não falava só de deus, era engraçado e sabia exatamente como manter as pessoas em atenção, ele falava de amor, de amor banalizado e de amor verdadeiro. Falava que o amor hoje em dia nem conta mais direito, conheceu e ja ama, isso nunca faz sentido. Não tem como amar uma pessoa a qual você logo conheceu, não o amor de verdade. Falava também do eu, do você e do nós. O eu, um pronome tão pequeno, apenas duas letras, sozinho, auto-suficiente, não devia existir. O nós, um pouco maior que o eu, uma letrinha a mais, e com uma diferença enorme, o nós engloba o eu e o você, o nós não é sozinho, e não é auto-suficiente, o nós precisa dos dois, e sem um não faz sentido. Ja o você, o você é grande, tem duas sílabas, quatro letras, e um grau de importância bem maior, pelo menos pra mim, e para o padre. O você significa êxodo, significa sair de si e doar-se ao outro, o você se importa, o você quer ver bem e se sente bem só de ver o outro bem, o você também entristece, o você também magoa, mas magoa a si mesmo, não magoa ao próximo, o você não se importa com o eu, se importa com o tu (e digo tu por que tu é para íntimos, como diz a Heloísa) o você, as vezes, se faz de errado para não comprar brigas com o outro, o você, as vezes, sofre injustiças, não é valorizado. O você da valor ao outro. Mas o você também não é assim tão forte, capaz de suportar todas as mágoas ao qual ele é submetido para o bem do outro, o você também precisa de um outro você que se importe com ele, mas não é por isso que ele se torna eu, o você nunca pensa só em si, o você não é orgulhoso, o você pede desculpas, perdão, corre atrás caso erre, e caso não erre também. O você sempre corre atrás. Talvez, devido ao você, e apenas a ele, as relações duradouras se tornam assim fortes, durando, por que sem você não existe nós. Mas, enfatizando, se o você for você sozinho, ele sempre sofre. A dor não é tão grande quanto a felicidade que o contagia, mas dói, e dói tanto. Afoga o coração, esmaga, tortura. Mas nada faz o você se tornar eu, nada. O você vai sempre ser você, ele nasce sendo você, e morre sendo você, pode se tornar tu, sendo íntimo para os outros, mas não perde a sua essência de você, só se modifica e fica mais feliz. Agradeço muito aos meus pronomes de tratamento, que tanto fazem desse you ser menos solitário. Peço desculpas também, por eu magoá-los, mas, apesar das mágoas que eu os causo eu nunca desejei que eu os fizesse sofrer, puro ímpeto esse meu de errar. E quando o mundo for mais feito de vocês do que de eus um dia, talvez, ele seja mais humano, ou talvez menos, ainda não consegui distinguir se a característica de ser humano é boa ou ruim, mas quero dizer que o mundo se torne melhor, mais fraterno, mais humilde, mais carinhoso, mais bonito, mais harmonioso, e, sem dúvida, mais feliz.
P.S.: Sinto muito, mas muito mesmo, a sua falta, e sinto a sua, a sua, a sua, e a sua também. (desculpa por copiar as suas repetições LHS.)
P.S.2: Mijuli te.
P.S.3: Odeio o professor de física que marca prova no dia que nós possivelmente não teríamos aula.
P.S.4: Confuso, como sempre esse meu post.
só desculpo se eu estiver inclusa ai.
ResponderExcluirte amo ♥
claro que esta inclusa, der <3
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