sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Amanhã é véspera natal e o espírito natalino esqueceu de chegar. O dia veio no meio de tanto tumulto, que não deu tempo de esperá-lo com aquela ansiedade. Não pensei em presentes, não fiz as cartas de sempre, não estou jorrando alegria, e ninguém aparenta estar muito unido, totalmente diferente dos anos anteriores. Me forço a repensar meus passos desse ano e me dou conta que passei por inumeros momentos e sensações inusitadas. Cai e fui forçada a me erguer muitas vezes. Experimentei sentimentos diversos, alguns que eu preferiria não tê-los conhecido, só que como todos insistem em dizer, é preciso um pouco de dor para que se aprenda um dia atrás do outro. Tive dias agonizantes que nunca passavam, como tive dias maravilhosos que terminaram antes de que eu piscasse os olhos. Madrugadas em claro buscam todas as pessoas que passaram por mim. Pessoas que conheceram Amandas diferentes todos os dias. Há quem não tenha conseguido sobreviver com minhas mudanças e fases, e não os culpo. É normal que você não saiba lidar com uma pessoa que hoje está aos prantos, em um estado deplorável, e amanhã exala a maior felicidade. Esse vai e vem assusta qualquer um, até a mim. Foi por idas e vindas que me afastei de muitas pessoas que pra mim eram importantíssimas. Foi por fases diferentes que conheci pessoas diferentes e muito especiais. Foi por conseguirem suportar os dois lados da moeda que me aproximei de certos amigos. Depositei confiança e esperei muito de muitas pessoas. Me decepcionei, e, mais uma vez, aprendi. Os trilhos do trem mudam com frequência. A saudade e a falta fez com que meu orgulho não se metesse, e voltei com uma das pessoas mais interessantes que já entraram na minha vida. Tenho medo, admito. Tenho medo de que meu mundo de mil voltas novamente e faça com que eu repense todas as amizades e o amor que conservei. Tenho medo de perder mais algumas pessoas. A perda nunca é boa, seja de quem for. Tenho medo de buscar muito um 2011 imaginário. Medo de esperar por algo que talvez nunca venha. Mas no final, não diria que o ano que se vai foi de todo ruim e inútil. Lembranças boas e pessoas melhores são as que você leva para o próximo. Minha maneira de pensar mudou bastante, coisas que antes eu detestava, hoje sou capaz de relevar. E é com toda essa novidade e mudança que vou me encaminhar. Ideais diferentes, desejos diferentes. Cansei, acho que vou ficar mais um tempo acordada só para  jogar conversa fora comigo mesma, hábito que preservo a muito tempo, umas das poucas coisas que nunca muda. 

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