"[...]a gente aqui mastigando esta coisa porca sem conseguir engolir nem cuspir fora nem esquecer esse azedo na boca. Já li tudo, cara, já tentei macrobiótica psicanálise drogas acupuntura suicídio ioga dança natação cooper astrologia patins marxismo candomblé boate gay ecologia, sobrou só esse nó no peito, agora faço o quê?
[...]
que aconteça alguma coisa bem bonita com você, ela diz, te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez, que leve para longe da minha boca este gosto podre de fracasso, este travo de derrota sem nobreza, não tem jeito, companheiro, nos perdemos no meio da estrada e nunca tivemos mapa algum, ninguém dá mais carona e a noite já vem chegando. [...] "
Porque já me fisgou um vazio no peito em que eu tentei de tudo pra afastar, mas não passou, eu esperei, mas não chegou, e agora? Sumiu, desapareceu. Sei que logo volta mas por enquanto dá tempo de aproveitar a plenitude de sentimentos que me percorre. Completo coração, meio incompreendido, mas completo coração. "Que importa é o que te deixa tão transfuso" E quem eu sou já não importa, nem nunca importou. "Que importa é o que te faz abrir os olhos de manhã". Cada coisa que me acontece, e cá estou, acordando e indo dormir atenta ao som do bip. O barulho do vento nordeste. As borboletinhas na barriga. Eu quero mais. Mais nós, mais você, mais abraços, mais beijos, mais sol, mais calor, mais daiane, mais kemely, mais nathalia, mais mariane, mais stephanie, mais thayse, mais luiza, mais edu, mais fauston, mais manoel, mais todo mundo que me rodeia cheio de amor pra dar e disposto à receber meu turbilhão, minha enorme expressividade. Quero mais desenhos e mais palavras e letras dispostas sem sentido na minha agenda. Fome, doce, amargo, ácido. Essa conturbação.
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