quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

versos desemparelhados

Passei dias navegando
com o coação parado
sem sentir
sem amar
sem ser amado
E o sorriso que ganhei
do velhinho na rua
que chorava emocionado
pela guerra
era lindo
contagiante
Eu quis sorrir pra ele
mas meu coração não deixou
ele se prendeu por dentro
entre 5 amarras
a primeira amarra era o medo
que levava à segunda amarra
que era a dor
e a terceira, fora solta pelo velho
era a saudade de sorrir
a quarta era o pessimismo
e a quinta o amor da solidão
e as amarras, muito fortes
disseram não à minha vontade
de sorrir pra sempre
contagiada pelo velho
e eu pensei em como desatar os nós
que deixavam meu coração
tão frígido (que vem da frígida)
mas não achei a solução
talvez eu não queria
resolver o problema
do coração gelado
porque o gelo também queima
também arde
mas é gelado
o quente queima
também arde
mas apaga
e quando apaga
a chama morre
e uma das amarras
que era o medo
fizeram com que eu não quisesse mais desatar os nós
então eu fiz como Arthuro Bandine,
dormi..

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